sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

(Des) encontros

Num dia te encontro e no outro re(encontro). Passas por mim e sorris, ás vezes comprimentas com laminas afiadas, e palavras gastas, outras finges não ver só para não perder metade do teu dia num diálogo de cinco minutos. É sempre muito positivo saber que chego e simplesmente vais embora. Esta recriação é tua e não minha!


Mas enfim, talvez as amizades sejam mesmo assim, principio, meio e fim!

Ou afinal, (deixa-me pensar) talvez a tua amizade seja assim!

Olhar para traz e ver o passado diante de nós, tantos assuntos e discursos e diálogos e aventuras e tudo isto apenas vai ser recordado, e não mais vivido. Torna-se triste ver tal diante dos nossos olhos! Mas cada um têm a vida que quer, e terá o futuro para o qual se preparou. E um dia deitar-te-ás na cama que fizes-te e vais sentir falta de tanta coisa. Carinho, compreensão, desafabos, um pouco de vida alheia (nunca fez mal a ninguém) e vais sentir que és fraca! Porque uma pessoa forte revolta-se e aprende a conquistar-se lutando por aquilo que mais quer. Mas quem não quer nada, vai ter o futuro próprio do senso-comum, vida a dois, trabalho, liberdade financeira, e quem sabe uma criança que não de demasiado trabalho.


Blá. Blá. Blá! Crescer. Mudar. E ser Feliz! É mesmo essa a intenção de qualquer adolescente, mas nem tudo é linear. A Felicidade não vêm quando queremos nem aparece quando pedimos, muito pelo contrário, chega de mansinho e quando menos se espera. Mas a nossa Felicidade deveria ser também a felicidade dos outros. O que realmente não acontece.


Mas seja de que forma, cor ou tamanho se revele estou muito longe de alcançar tal propósito.


Que mais? Ora então é quase só!


Um dia entenderás que não há “porquês” e que ninguém está para tentar julgar outrem apenas pessoas normais constatam diversos factos e associam-nos ao que realmente sentem! Não entendes e também não entenderás enquanto o teu mundo for azul e rosa.


A vida é feita de encontros e (des)encontros, não voltes a encontrar-me se não o quiseres realmente, (des)encontra-te e quando te encontrares (a ti) talves vás a tempo de me procurares.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Já amas-te realmente uma pessoa?


Amar é deixar “rolar”, é esquecer e lembrar. É tornar a noite em dia e aquecer o inverno com um abraço. É andar a alta velocidade, e navegar num lago pequeno. É ver a lua nos olhos de alguém, sem explicação ou outra coisa qualquer. É sonhar como gente pequena e ver tudo perfeito. É ser adulto e sentir tal e qual uma criança. É ver o arco-íris a cada passo. É queimar o gelo com o toque de duas mãos. É passear e sorrir ao mundo lembrando tua presença. É olhar mil e um rostos e só ver o teu. Amar é cair de uma montanha e ter quem nos agarre e acarinhe. É tropeçar e ter alguém que nos ajude a levantar. É falhar e ter quem não nos censure. É ganhar e ter com quem partilhar essa vitória. É ter quem conheça os nossos defeitos e saiba lidar com eles. E dormir lado a lado e sentir toda a segurança do Mundo. E ouvir o teu batimento cardíaco e sentir a tua respiração.Amar é ter companhia, e ausência de solidão, ou estar presente até na tua ausência. É ter com quem jantar e beber café de manha. É ter quem nos empurre para subir, é ter quem nos acorde para trabalhar. É alguém com quem dividimos os nossos planos e também ter alguém com quem os fazer, com toda a disponibilidade possível. É passear de mãos dadas. Amar alguém é saber partilhar, é encontrar essa pessoa em todos os nossos sonhos, e projectar um futuro a dois, é saber viver sonhando.


É partilhar uma vela, vinho & chocolate, é uma lareira acesa, uma manta, um sofá, o frio lá fora, o sopro do vento, o barulho das árvores e o resto do mundo... cá dentro, duas pessoas, dois corpos unidos, suspiros, paixão, risos, beijos, abraços, o quente entre duas pessoas, os vidros embaciados, suor, tesão...


É o aconchego, o acordar lado a lado, o sorriso de luxuria e desejo, é a felicidade de estar a dois, sem uma única explicação. E deixar-nos levar por pequenos momentos e aos poucos torna-los em grandes momentos. É olhar para traz e sorrir por pensar que tudo valeu a pena. É lembrar o inicio e saber que não estávamos sós, é desperdiçar outrem, e mandar tudo fora para começar do zero, um zero vazio e solto no espaço e no tempo. É deixar-se levar por conversas reais e possíveis de qualquer individuo. Embora só as tivéssemos nos os dois, é o inicio de uma partilha de dois passados, diferentes mas cruzados, “a vida da tantas voltas”..


Foi bom (re)encontrar-te e conhecer-te, criar expectativas a teu respeito e deixa-las fluir sem a mínima solidez de relacionamento, fomos conversando bastante e sempre foi isso que nos aproximou. Não tives-te medo de me conhecer e lutas-te para que eu confiasse em ti, de modo a conhecer-me de uma maneira profunda, sem segredos e hoje isso ajuda-te a prever as minhas atitudes. A conversa sempre foi o nosso forte! É quase aquilo que nos sustenta quando estamos longe, Ao fim de bastante tempo a descobrir o passado um do outro, finalmente surgiu um beijo, a tanto desejado por ambos e adiado pelas circunstâncias. É a partir desse dia que marcamos o inicio de (.. na altura uma relação). Algo tão pequeno e fraco que denotou em sentimentos alheios, a desconfiança do sucesso dessa mesma relação, ameaçada por tantas duvidas e incertezas. Duas pessoas tão diferentes e tão amadas não iriam prolongar “aquilo” por muito tempo.


Os primeiros meses são os mais difíceis e nos não somos excepção, Sim, foi difícil e complicado, mal nos viamos e mal estávamos um pouco juntos, se bem que hoje é quase a mesma coisa. Mas é uma das varias formas que fomos descobrindo juntos para superar os pontos fracos dessa mesma relação, conseguindo agora passar ate ferias juntos : ) Perguntam se não nos cansamos um do outro, se não nos fartamos? A resposta é com toda a certeza Não. Jamais. De modo algum. Arrependimento? Nunca! Arrepender me-ia sim, se naquela altura não tivesse encarado a relação e te tivesse mandado embora. Mas ganhas-te a minha confiança e o meu carinho com estranha rapidez, (ainda que penses que passou muito tempo ate isso acontecer).


Se me canso de hoje estar contigo? Também não, porque quem ama tem que respeitar e ceder, nunca ninguém disse que era fácil (e não é). Mas nos sempre tivemos bastante confiança para discutir as coisas com calma e dar o braço a torcer. E quem ama não cansa, é uma luta diária para não desapontar e não falhar em nada, pois tenho certeza que no meu lugar também não o irias fazer. Tens o meu “manual de instruções”, prevês os meus sonhos e quando estamos juntos o tempo pára! Essa é a essência da nossa relação!


Hoje, e passado um ano ao teu lado, como namorada, amiga, amante, confidente e tudo o mais que lhe queiras chamar, estou muito feliz e continuo a ser feliz. Adoro os nossos momentos, adoro as nossas conversas, adoro as nossas apostas, adoro os nossos jogos e todo o resto. Adoro quando dizes que me amas! E eu amo-te hoje, amei-te no passado e se o futuro me permitir vou-te amar o maior tempo possível. Já podemos ambos olhar para traz e saber que se esta historia acabar já temos muitos momentos dos quais nos gabar, orgulhar, rir, chorar... é de facto um grande amor!


1ano contigo <3
“You’re my first love!”



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Amizades & Companhias



"AS VEZES É PRECISO ABANAR A ÁRVORE DAS AMIZADES PARA CAIREM AS POBRES"

*Fica em aberto a compreensão alheia.
Essencial é somente as folhas que ficam.
As que vão embora, o tempo desgasta, e morrem.

Não vale a pena reviver o passado!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

“Neste mundo há cada vez mais gente e cada vez menos pessoas”.

Entramos numa nova realidade, que se caracteriza pela fobia social, (é parecida com a lei da selva). È o mundo do “stress”, agora ninguém tem problemas, nem doenças, temos todos o “stress”. È o stress da manha, da tarde e da noite, da comida, da bebida, dos horários, dos preços, do condizer/não condizer da roupa, da maquilhagem, do tamanho do salto dos sapatos, do comprimento do cabelo, da cor das unhas, do tamanho dos pés, da marca, do modelo, da lida da casa etc.. Agora tudo se resume a essa nova “doença”. E porque?
As pessoas normais, (sim, porque isso agora já não existe), ficavam felizes quando os companheiros compravam roupa nova, sapatos novos, tinham melhores resultados na escola, tinham uma pulseira nova, ou faziam qualquer coisa que fosse motivo de contentamento próprio, logo os amigos próximos ficariam igualmente felizes.. E agora?
O que acontece actualmente é precisamente o contrario, já ninguém fica feliz com o sucesso dos outros, alias se alguém teve sucesso é automaticamente “posto na lista negra”, ou seja “um alvo a abater”. Como é óbvio estou a ser demasiadamente irónica e os exemplos são do mais básico que me ocorre, porem é mesmo esta ideia que tento transmitir. Vivemos no mundo da fobia social, e agora temos que ser cultos, ate podemos estar a transmitir uma ideia oposta mas se for bem explicada é socialmente aceite. O que é isto de ser culto afinal? É saber alguma coisa dos Estados Unidos ou da Alemanha? Pronto agora já sei, (ou pelo menos devia saber) sou culta? É claro que não. Será ir para a noite e conhecer o nome de grande parte das bebidas? Hum.. Ora então também sei algumas, mas o que importa se ao fim de duas horas a experimentar novas misturas, já nem sei onde estive antes. De facto é interessante.
Bem, posso então entrar neste novo mundo.. “…” Mas ate agora alguém me perguntou se eu queria entrar. Voltamos a ideia anterior, este mundo caracteriza-se por ser mais e melhor. Ou seja, deixar de ouvir o que eu considero ícones musicais, e ver os programas que eu considero bons, deixar de me vestir da maneira descontraída que gosto e tratar mais de mim, e etc. Porque agora já somos grandes e cultos. Será que custa respeitar as opiniões alheias? Agora tenho que passar por cima de todas as pessoas para ser melhor? E tenho que me endividar ate as orelhas só para ter as mesmas roupas e as mesmas coisas que a sociedade no geral? E quem sabe deixar de ver televisão para me poder dedicar a arte??
Bem, não desvalorizando nenhuma das restantes, prefiro a minha maneira de viver..
Posso concluir que “há pessoas que, com o tempo vimos que foram um erro e fazem parte do passado”.
24/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Hoje parei e pensei..

 Hoje, poderia ser outro dia qualquer, mas é hoje. E que tem a mais que ontem?
A verdade é que hoje parei para pensar um pouco em tudo o que ainda não tinha tido tempo e paciência para me deparar realmente. Nas minhas conclusões a teu respeito, surgiu a dúvida,

Mas Quem És Tu?


Esse tu, que provavelmente nem conseguirias responder claramente, porque és um/a boneco/a que se manipula com grande facilidade. Não és uma vitima, vais apenas porque queres e porque te chamam. Pareces ser feliz assim! Ambos/as sabemos que não és.
Mas provavelmente isso já nem representa um problema, porque te tornas-te indiferente, hoje sei que se passar por ti, e não te cumprimentar isso já não importa porque tu na minha situação farias o mesmo. Autentico/a boneco/a da sociedade e de uma fantasia idealizada, que tristemente consideras de amizade, e pensar que já fui tão tua amiga e é esse o valor que agora me das. Enfim é assim que se denomina a tua felicidade infeliz, talvez um dia sozinho/a. Mas acredita que no momento certo tomas-te a decisão errada.

(Esta pequena reflexão não tem um nome, nem um sexo, porem muitos se poderiam identificar com ela…)
Amanha já será alvo de comentários apreciativos ou depreciativos por parte de pessoas que se dedicam exclusivamente a comentar e fantasiar com a vida dos outros, pois quem conta um conto, acrescenta um ponto. Caso tu sejas a pessoa certa a ler, vais conseguir perceber tudo e não me iras pedir explicações mas com toda a certeza vais falar e rir, porque a tua amizade é só para as horas livres e eu tenho bastante pena disso. O único sentimento que ainda tenho em relação a ti, é pena, muita pena mesmo por te ter conhecido de uma maneira e agora seres de outra.

“A amizade é semelhante a um bom café, uma vez frio nunca recupera o verdadeiro sabor” Kant
*Mas nem para um café és capaz de te lembrar!
V

domingo, 14 de março de 2010

Descodifica-te

 Tristeza é o que sinto quando ligas, e apenas se ouve a tua voz rouca pronunciando “..menina.” A cada frase utilizas o que sempre nos uniu e que tudo tu auto-destruíste:”.. The way you smile
The way you talk
The way you kiss
The way you love
The way you look
The way you walk
The way you enter to my mind..”
Lembras-te? Tudo o que nos uniu está agora resumido a uma única espécie de musica, ouvi-la e como senti-la.
Aquele jeito rebelde e deslumbrado de sempre, a vergonha de muitas palavras e o excesso de tantas outras, um suposto passado vivido a dois que simplesmente azedou.
Saudade é o que me ensinas quando erras, esquecendo-te que agora somos apenas amigos inúmeras vezes em que dizes “..minha.” e depois corriges, de um modo envergonhado, tuas desculpas absurdas de tantos erros impensáveis, ou talvez não, sendo tudo como mostras-te não és como eu idealizei, nem uma amostra da profundidade que no vazio era esperado.
Teu olhar que tanto se denota na escuridão, de quem não esta totalmente lúcido, é aquele que olha para mim, com um ar de total ironia, na esperança de ver ou ouvir algo de novo, alvo de mais uma das tuas manipulações baratas, um cinismo que revela um sorriso seja em que altura for.
Tua cara que me começa a dar nojo, repúdio de um rosto que antes amei. Já não é minimamente motivo de deliberação teus actos ou palavras.
Se antes era tua intenção o desejo de vencer um prémio que já não te pertence, torna-se então lamentável cada palavra pronunciada por tal boca, essa ambição desmedida, esse terreno pisado e sujo, pois já ninguém joga tão baixo.
Entras-te no mundo da ilusão, da fantasia. A tua novela, em que tu és o herói, e não olhas a meios para atingir seja aquilo que for, tornaste-te num mero alguém sem escrúpulos, sem consciência, um boneco vitima da perversidade da tua luxúria e da tua ambição.

“O Homem a quem o sofrimento não ensinou será sempre uma criança”