sábado, 9 de março de 2013

Vai chegar o dia...



Há-de haver um dia,
em que a minha boca fale
inconscientemente eu me cale
para se ouvir certas verdades.
Verdades essas que magoam
doem para quem as sente
mas nem que eu me ausente
deixam de ser verdade...
É o custo da falsidade,
o custo da plástica
em que trapos e maquilhagem,
fazem uma personalidade.
O que se pensa, daquilo que se vê,
O que se diz, sem nunca questionar porquês!

Um dia, vai ser o dia, como dizem os pacotes de açúcar Nicola, em que me canso de ser assim, amiga para tantos outros, e tantas vezes me esqueço de mim. Vou responder a quem me pergunta, fria e seca todas as verdades, vai doer! Ah! Se vai! Depois sofre, mas sofre tudo de uma só vez. Quero o teu desamparo, quero também as tuas lágrimas, quero que sintas um pouco daquilo que me fazes sentir, talvez estejas a ser muito feliz, sem saber tantas verdades.
Vai chegar o dia, e quando chegar, eu estarei cá, pronta para o receber e pronta para te contar.