E foi assim... Ainda miúda, construí uma casa de sonhos e
aventuras, em cada porta estava uma aventura em cada canto um amigo, para
realizar vários sonhos lado a lado. Sempre foi assim, uma infância maravilhosa,
uma adolescência arrebatadora, complicada e intensa. Vivi muito mas certamente
não chegou nem numa escala ao que julgo o suficiente. Hoje, diz-se por ai que
já sou adulta, ficam os sonhos de criança e os impulsos do passado, a vontade
intensa de ir viver vários sonhos.
E sim, hoje continuo a vive-los, não com tanta frequência
mas tento manter a intensidade, sou dona de um ritmo extremo e isso ninguém
abala, é difícil acompanhar compreendo mas nunca ninguém se deu mal em tentar.
Podia até dizer que tenho pena dos que para traz ficam, mas não, há que usar as
palavras certas, talvez tristeza do que se perde em não se viver o presente.
Mas decisões são caminhos escolhidos. Eu decido o meu próprio caminho, sem
olhar para traz e sem pensar muito em questões éticas ou culturalmente
correctas, eu mando, quero e posso!
Hoje, olho para a minha casa bem singela, bem bonita e
pequenina e vejo que portas ainda tenho muitas, aos cantos amigos não tantos,
mas enfim, há sempre os que vão e os que ficam. Eu vou, sempre em frente,
tentando sempre viver ao máximo, sem pensar no amanha.Vou procurar e vou
certamente encontrar pessoas com a mesma vontade que eu, o mesmo desejo intenso
de aproveitar e experimentar tudo, essas serão sempre bem-vindas á minha porta.
Quando disserem que estou errada, “eu sou apenas eu, e isso é ser real”.
Quando disserem que estou errada, “eu sou apenas eu, e isso é ser real”.