sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eterno Quotidiano


E foi assim... Ainda miúda, construí uma casa de sonhos e aventuras, em cada porta estava uma aventura em cada canto um amigo, para realizar vários sonhos lado a lado. Sempre foi assim, uma infância maravilhosa, uma adolescência arrebatadora, complicada e intensa. Vivi muito mas certamente não chegou nem numa escala ao que julgo o suficiente. Hoje, diz-se por ai que já sou adulta, ficam os sonhos de criança e os impulsos do passado, a vontade intensa de ir viver vários sonhos.

E sim, hoje continuo a vive-los, não com tanta frequência mas tento manter a intensidade, sou dona de um ritmo extremo e isso ninguém abala, é difícil acompanhar compreendo mas nunca ninguém se deu mal em tentar. Podia até dizer que tenho pena dos que para traz ficam, mas não, há que usar as palavras certas, talvez tristeza do que se perde em não se viver o presente. Mas decisões são caminhos escolhidos. Eu decido o meu próprio caminho, sem olhar para traz e sem pensar muito em questões éticas ou culturalmente correctas, eu mando, quero e posso!

Hoje, olho para a minha casa bem singela, bem bonita e pequenina e vejo que portas ainda tenho muitas, aos cantos amigos não tantos, mas enfim, há sempre os que vão e os que ficam. Eu vou, sempre em frente, tentando sempre viver ao máximo, sem pensar no amanha.Vou procurar e vou certamente encontrar pessoas com a mesma vontade que eu, o mesmo desejo intenso de aproveitar e experimentar tudo, essas serão sempre bem-vindas á minha porta.
Quando disserem que estou errada, “eu sou apenas eu, e isso é ser real”.

terça-feira, 27 de março de 2012

Efemeridade

A vida é isso mesmo, um local de passagem, onde todos os dias nos deparamos com imensos rostos desconhecidos, e ninguém pára entre as diversas relações interpessoais que supostamente fariam a mudança na nossa vida..
Mas o comum é vivermos na insensatez a que chamamos de nova comunicação, é cumprimentar quando só nos apetece e só porque sim, ou quando estamos sozinhos na nossa bola de cristal e a companhia é sempre a melhor opção, sem nunca pensarmos que um dia, continuando nesta insensatez vamos mesmo acabar sozinhos. E a solidão é mal encarada e renegada pela maioria, mas tudo bem!
Quem me dera que nas minhas relações interpessoais tal não fosse tão igual ao comum. Quero sair e conhecer novos rostos, viver momentos dos quais vou sentir saudade. Começo a concluir ao fim de muitas vezes o ter negado que não há amizades verdadeiras (daquelas que na minha inocência, existiam) afinal é só um conjunto de pessoas que por estarem no mesmo sitio se comunicam e conversam sobre diversos assuntos (com e sem interesse) mas que no fundo isso faz toda a diferença. É isso que faz de nós seres "culturais" mas acima de tudo felizes.
Sim! É nos rostos dessas pessoas que actualmente tenho visto mais felicidade, principalmente aquela felicidade que a muito procuro, já não há aquela "amiga especial" a quem noutrora daríamos a vida. Isso são fantasmas do passado. Hoje o que se faz é contar os problemas á pessoa que estiver próxima e a quem já denunciamos um pouco de nós, ás vezes em atitudes inconscientes. Talvez ai esteja escondida aquilo a que chamamos de felicidade.
"Hoje somos amigos e conversamos sobre paralelas vidas, opinamos e deixamos que outra pessoa dê essa modesta opinião, e se amanhã essa pessoa não olhar mais nos teus olhos, não há problema, basta procurar outra e o efeito é semelhante" Ao que chegamos. É triste mas pelos vistos é assim.
Volto ao passado e sinto que os meus verdadeiros amigos sempre andaram mais escondidos, sempre foram aqueles a quem não dei tanta atenção, aqueles que menosprezei, aqueles que tanto fazia estarem ali ou não. Afinal hoje fazem diferença, esses hoje param para me cumprimentar, esses hoje ajudam-me naquilo que eu preciso, ainda que seja pouco mas estão lá. Esses fazem a diferença.Ainda que distantes e que a confiança não seja tão forte não me abandonaram. Estranho isso! Pois para eles nunca ninguém olhou, nunca ninguém gostou e são esses os que são de verdade. Que complexidade!
Agradeço a esses pelos poucos minutos, ás vezes poucas horas, que hoje fazem a diferença.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano Novo

A vida é éfemera e como tal temos que viver o mais possível e com o máximo de intensidade, caso contrário perderia o sentido. O ano de 2011,foi bastante controverso, tanto foi bom em demasia como depois cobrou em dobro toda essa felicidade. Corri atrás dos meus sonhos, isso sim importa! Descobri que sou mais forte do que pensava. Aprendi que nem tudo é perfeito, nem para sempre. Conquistei amizades e recuperei algumas que julgava perdidas. Fiz momentos valerem a pena, e quando tudo estava a deriva, fui atrás do que eu mais queria. Perdi pessoas que tanto amava. Cumpri com aquilo a que me propus. Distribui muita alegria, junto dos que mais precisavam dela. As amizades que se foram tal como o nome indica foram, já não são. Fiz o que sempre achei mais justo e correcto. Aprendi que o que é meu, ás minhas mãos vêm parar.

Foi realmente um ano difícil mas não me arrependo! Aliás tenho muito do que me orgulhar, pelo que sou e pelo que consegui ser. É bom ver um sorriso na cara dos que não o têm, sabe bem receber um “obrigado”, e um “parabéns”, é bom sentir que fiz alguém feliz. Orgulho-me disso e agradeço também aos que me ajudaram.

Recebo um novo ano de braços abertos, na esperança de superar mais uma vez as expectativas! Ano Novo, Vida Nova. Para este novo ano, que começa hoje, saúde é o mais importante, felicidade e sucesso para os que me rodeiam. O amor e o dinheiro que de preferência não faltem. E deixo em aberto ao que poderá acontecer.
Um bom 2012 para todos!