terça-feira, 22 de março de 2016

Quão preciosa?

Mais uma vez, sem rumo e sem volta ao retorno de outrora. Tudo se move, e a vida continua. São perguntas sem resposta, são gestos sem explicação, são ausências que perduram uma vida. O que seria se um dia olhasses para trás e visses que já não havia nada a fazer? O que sentias? Como reagirias? O que uma pessoa sente ao ver que já não pode voltar a trás?
Quando se percebe que se tomou a decisão errada, que se escolheu mal o lado de uma história, que era o outro lado que deveríamos ter escolhido? E quando dizemos o que não devíamos ter dito, será que há algo que nos faça voltar atrás? Será que podemos apagar aquelas palavras, aquele momento? E quando não estivemos quando alguém precisava de nós, será que precisava mesmo, será que sentiu a nossa falta, ou será que nós é que sentimos que devíamos ter lá estado? Haverá uma maneira de apagar o que foi dito e recriar uma história? Haverá maneira de apagar um momento e começar de novo? Haverá maneira de acabar com a mágoa e o rancor?
O mais certo é não haver maneira nenhuma de mudar nada, o que podemos fazer então? Como acabar com as mágoas do passado? Como finalizar discussões nunca terminadas? Como apagar as palavras que foram ditas? Como esquecer as palavras ouvidas? Como voltar atrás? 

E se um dia formos velhos e olharmos para tantas questões e percebermos que não fizemos nada, que deixamos passar momentos que hoje nos fazem falta, nos fazem sentir incompletos, inúteis, que nos fazem sentir impotentes, porque não agimos. 
Como fazer as pazes? Será que vale a pena fazê-las? 
Quão preciosa será a vida e saber vive-la??

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eutanásia

Hoje o assunto é outro.. Mais fechado, mais triste, mais perdido. Afinal o que significa isto? Para que nos apegamos tanto aos outros quando sabemos um dia perde-los. EU! Logo eu, que sempre fui contra a eutanásia, ou então apresentava muitas reservas, talvez por não saber como é o real funcionamento, por que princípios se rege, o que está subjacente a esta prática, o que leva as pessoas a procura-la, porque? Continuo a procurar respostas.. Continuo a pensar porque? Porque segui aquele caminho, naquele dia? Porque? Sei que dentro de mim, aquela opção era viável, aliás a única, mas não deixo de tocar neste assunto com imensa mágoa e tristeza.
Passaram 5 meses, desde que optei por quem não podia optar. Desde que chorei e sofri imenso aquele dia, aquela hora. Para quem não percebeu este inicio, eu quando era pequena tinha medo de cães, e posso dizer que esse medo perdurou mesmo quando vi pela primeira vez aquele cachorro bebé no chão da minha cozinha, pêlo dourado e umas orelhas enormes que caiam na comida e roçavam o chão. Foi uma adaptação complicada, e só comecei a gostar daquela presença quando percebi que dependia tanto de mim, como a minha vida passou a ter um novo companheiro, um amigo na verdade, que me esperava sempre feliz por me ver, que serviu de almofada para os meus desabafos que me dava beijos (lambidelas) para eu ficar feliz e mesmo quando estava triste não saia do meu lado. Contigo aqui sentia-me segura, eu e todos os que aqui residem, incluindo vizinhos, sabíamos que fosse que hora fosse darias sinal de tudo o que fosse diferente, novo, perigoso...Fui eu que escolhi o teu nome, carinhosamente escolhido e elaborado na altura por uma combinação de algo relacionado com os Pokémons, o teu nome - Nayo Bayo, foi um nome que ficará com certeza na cabeça e sem dúvida no coração. Tenho tantos momentos guardados na memória, em que tu foste o protagonista. Gostava do teu jeito carinhoso com crianças, gostava de te ver a correr, gostava de ti e tudo o que isso envolvia. Esquecemos que tudo na vida começa e um dia acaba, mas quem amamos é diferente, não estamos nunca preparados, achamos que é para sempre, que é eterno. Mas não!!
Amei todos este anos, foram 14 anos de pura cumplicidade, de amor, de carinho, de brincadeira. Descobri o que significa um amor diferente, ter alguém que não fala a nossa língua mas que nos entende, que percebe quando estamos bem e vice-versa. Se me perguntarem eras tu e nunca ninguém vai ocupar esse lugar.
Podia escrever milhares de linhas destes anos todos. Eras o meu amigo de 4 patas, eras o meu companheiro, eras por vezes um filho e por vezes um irmão. Queria um recomeço, teria de certeza aproveitado mais a tua companhia, teria com certeza ido contigo passear mais vezes, teria-te levado a mais lados, teria deixado que tivesses descendentes e ficaria feliz, ainda mais feliz. E eras tu,só tu.
Envelheces-te depressa demais, não estava preparada. Não sabia que a tua velhice também fazia parte da minha vida, que ficaria a viver em função de ti e do teu bem estar. Não me arrependo! Deixei coisas para fazer para te levar ao veterinário, deixei para te pegar ao colo, deixei para te levantar, fiz e faria tudo de novo. Quando me disseram pela primeira vez que não havia muito a fazer, chorei, mas tu recuperaste e voltas-te para casa mais forte, mas o tempo e a idade fizeram com que perdesses a tua vida alegre, as tuas corridas, tornaste-te dependente de nós para tudo. Quando as dores eram insuportáveis para ti e para nós, foram dois longos dias de sofrimento. Tomámos uma decisão, não queríamos que sofresses mais. Naquele dia não dormi e tu também não. Não vou guardar os maus momentos ou os momentos tristes. Apenas posso me lembrar que naquele dia te levantas-te momentos antes de ires embora, coisa que já ninguém imaginava e deste as tua últimas lambidelas na minha mão. Estavas doente e não por falta de cuidados mas sim por velhice e desgaste normal da idade. Foi a decisão mais difícil que tive que tomar até aos dias de hoje. Mas também sei que não queria sofrer mais e nem te deixar sofrer. Como ouvi naquele dia "Nunca é o momento certo, para nada."! Hoje sei que aquele momento foi o certo, outros teriam optado por este caminho a mais tempo, a mais anos até. Podia tentar mais uns dias mas era como o nome indica dias, para sofrermos mais? Não! Aquele foi o dia, aquele foi o momento e pronto. Só passado 5 meses consigo tocar no assunto, sem me deixar levar por sentimentos e emoções mais frágeis. Hoje sei o que é, um amor incondicional! Amo-te e por te amar não te deixei sofrer.
A minha opinião mudou bastante depois de ter que passar por este caminho. Hoje sei que a eutanásia é uma opção, sim uma opção, para quem sofre, para quem não têm qualidade de vida e principalmente para quem está apagado (ligado as máquinas, sem noção.....), sei agora que é uma opção diferente daquela que anteriormente defendia. Foi a minha escolha, a nossa escolha. Eu não queria sofrer mais, não te queria ver sofrer mais. Para quem pergunta a resposta é simples, vale a pena sofrer?? Quando sabemos que não a mais nada a fazer, que apenas se tornou numa presença, que vive dos nossos cuidados, que não têm qualquer autonomia, que sofre e chora com dores, a pergunta é simples: vale a pena? Quando amamos temos que saber desprender, temos que amar na presença e também na ausência, para mim eras tu, o meu companheiro mas a máxima vale para outras situações. Amar é dar liberdade, para ir e para ficar. Isso sim, é amar alguém, é saber quando chega mas continuar a amar. Um amor diferente, um amor muito, muito especial. Foste, és e para mim sempre serás, o meu grande companheiro, meu Nayo Bayo - (Pipo, Arroz, Robe e Frangocha) :')

sábado, 9 de março de 2013

Vai chegar o dia...



Há-de haver um dia,
em que a minha boca fale
inconscientemente eu me cale
para se ouvir certas verdades.
Verdades essas que magoam
doem para quem as sente
mas nem que eu me ausente
deixam de ser verdade...
É o custo da falsidade,
o custo da plástica
em que trapos e maquilhagem,
fazem uma personalidade.
O que se pensa, daquilo que se vê,
O que se diz, sem nunca questionar porquês!

Um dia, vai ser o dia, como dizem os pacotes de açúcar Nicola, em que me canso de ser assim, amiga para tantos outros, e tantas vezes me esqueço de mim. Vou responder a quem me pergunta, fria e seca todas as verdades, vai doer! Ah! Se vai! Depois sofre, mas sofre tudo de uma só vez. Quero o teu desamparo, quero também as tuas lágrimas, quero que sintas um pouco daquilo que me fazes sentir, talvez estejas a ser muito feliz, sem saber tantas verdades.
Vai chegar o dia, e quando chegar, eu estarei cá, pronta para o receber e pronta para te contar. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eterno Quotidiano


E foi assim... Ainda miúda, construí uma casa de sonhos e aventuras, em cada porta estava uma aventura em cada canto um amigo, para realizar vários sonhos lado a lado. Sempre foi assim, uma infância maravilhosa, uma adolescência arrebatadora, complicada e intensa. Vivi muito mas certamente não chegou nem numa escala ao que julgo o suficiente. Hoje, diz-se por ai que já sou adulta, ficam os sonhos de criança e os impulsos do passado, a vontade intensa de ir viver vários sonhos.

E sim, hoje continuo a vive-los, não com tanta frequência mas tento manter a intensidade, sou dona de um ritmo extremo e isso ninguém abala, é difícil acompanhar compreendo mas nunca ninguém se deu mal em tentar. Podia até dizer que tenho pena dos que para traz ficam, mas não, há que usar as palavras certas, talvez tristeza do que se perde em não se viver o presente. Mas decisões são caminhos escolhidos. Eu decido o meu próprio caminho, sem olhar para traz e sem pensar muito em questões éticas ou culturalmente correctas, eu mando, quero e posso!

Hoje, olho para a minha casa bem singela, bem bonita e pequenina e vejo que portas ainda tenho muitas, aos cantos amigos não tantos, mas enfim, há sempre os que vão e os que ficam. Eu vou, sempre em frente, tentando sempre viver ao máximo, sem pensar no amanha.Vou procurar e vou certamente encontrar pessoas com a mesma vontade que eu, o mesmo desejo intenso de aproveitar e experimentar tudo, essas serão sempre bem-vindas á minha porta.
Quando disserem que estou errada, “eu sou apenas eu, e isso é ser real”.

terça-feira, 27 de março de 2012

Efemeridade

A vida é isso mesmo, um local de passagem, onde todos os dias nos deparamos com imensos rostos desconhecidos, e ninguém pára entre as diversas relações interpessoais que supostamente fariam a mudança na nossa vida..
Mas o comum é vivermos na insensatez a que chamamos de nova comunicação, é cumprimentar quando só nos apetece e só porque sim, ou quando estamos sozinhos na nossa bola de cristal e a companhia é sempre a melhor opção, sem nunca pensarmos que um dia, continuando nesta insensatez vamos mesmo acabar sozinhos. E a solidão é mal encarada e renegada pela maioria, mas tudo bem!
Quem me dera que nas minhas relações interpessoais tal não fosse tão igual ao comum. Quero sair e conhecer novos rostos, viver momentos dos quais vou sentir saudade. Começo a concluir ao fim de muitas vezes o ter negado que não há amizades verdadeiras (daquelas que na minha inocência, existiam) afinal é só um conjunto de pessoas que por estarem no mesmo sitio se comunicam e conversam sobre diversos assuntos (com e sem interesse) mas que no fundo isso faz toda a diferença. É isso que faz de nós seres "culturais" mas acima de tudo felizes.
Sim! É nos rostos dessas pessoas que actualmente tenho visto mais felicidade, principalmente aquela felicidade que a muito procuro, já não há aquela "amiga especial" a quem noutrora daríamos a vida. Isso são fantasmas do passado. Hoje o que se faz é contar os problemas á pessoa que estiver próxima e a quem já denunciamos um pouco de nós, ás vezes em atitudes inconscientes. Talvez ai esteja escondida aquilo a que chamamos de felicidade.
"Hoje somos amigos e conversamos sobre paralelas vidas, opinamos e deixamos que outra pessoa dê essa modesta opinião, e se amanhã essa pessoa não olhar mais nos teus olhos, não há problema, basta procurar outra e o efeito é semelhante" Ao que chegamos. É triste mas pelos vistos é assim.
Volto ao passado e sinto que os meus verdadeiros amigos sempre andaram mais escondidos, sempre foram aqueles a quem não dei tanta atenção, aqueles que menosprezei, aqueles que tanto fazia estarem ali ou não. Afinal hoje fazem diferença, esses hoje param para me cumprimentar, esses hoje ajudam-me naquilo que eu preciso, ainda que seja pouco mas estão lá. Esses fazem a diferença.Ainda que distantes e que a confiança não seja tão forte não me abandonaram. Estranho isso! Pois para eles nunca ninguém olhou, nunca ninguém gostou e são esses os que são de verdade. Que complexidade!
Agradeço a esses pelos poucos minutos, ás vezes poucas horas, que hoje fazem a diferença.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano Novo

A vida é éfemera e como tal temos que viver o mais possível e com o máximo de intensidade, caso contrário perderia o sentido. O ano de 2011,foi bastante controverso, tanto foi bom em demasia como depois cobrou em dobro toda essa felicidade. Corri atrás dos meus sonhos, isso sim importa! Descobri que sou mais forte do que pensava. Aprendi que nem tudo é perfeito, nem para sempre. Conquistei amizades e recuperei algumas que julgava perdidas. Fiz momentos valerem a pena, e quando tudo estava a deriva, fui atrás do que eu mais queria. Perdi pessoas que tanto amava. Cumpri com aquilo a que me propus. Distribui muita alegria, junto dos que mais precisavam dela. As amizades que se foram tal como o nome indica foram, já não são. Fiz o que sempre achei mais justo e correcto. Aprendi que o que é meu, ás minhas mãos vêm parar.

Foi realmente um ano difícil mas não me arrependo! Aliás tenho muito do que me orgulhar, pelo que sou e pelo que consegui ser. É bom ver um sorriso na cara dos que não o têm, sabe bem receber um “obrigado”, e um “parabéns”, é bom sentir que fiz alguém feliz. Orgulho-me disso e agradeço também aos que me ajudaram.

Recebo um novo ano de braços abertos, na esperança de superar mais uma vez as expectativas! Ano Novo, Vida Nova. Para este novo ano, que começa hoje, saúde é o mais importante, felicidade e sucesso para os que me rodeiam. O amor e o dinheiro que de preferência não faltem. E deixo em aberto ao que poderá acontecer.
Um bom 2012 para todos!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu mundo ( há ) parte ...

Foi sonho, pensamento ou ilusão
Vida, momentos, companheirismo
Falta de palavras ou traição?

Quiçá! Falar de ti, e não lembrar todos os momentos de irmandade, aqueles em que eramos felizes! Não és mais um problema por resolver, nem um barco a deriva, não te vou buscar. Enrrola-te nas ondas que tu crias-te, eu fico bem. Deixei de olhar para tráz, não lembro sequer o teu perfume ou o teu abraço. Deixa lá. Eu para ti sou uma carta fora do baralho, mas não se joga sem as cartas todas, da mesma maneira que não se abre uma fechadura sem chave. Muita sorte e sucesso não te desejo muito mais! Nem o posso fazer, quem sou eu afinal? Fui muito, para ti talves tenha sido até demais. E tudo o que é demais estraga!


Na vida há muitos caminhos, e no da amizade tens que passar muitas vezes, com amor e carinho, tens que ter força para tirar os troncos e folhas que impedem a passagem, tens que ir conquistando pequenos troncos, e com palavras, gestos e atitudes esses troncos evoluem, criando flores. Assim se faz um belo percurso! No teu caso deixas-te de passar, e essas flores foram caindo aos poucos, deixando um rasto de tristeza, não apareces-te mais e o caminho ganhou espinhos, dando lugar á saudade daqueles momentos felizes.


Hoje, esse caminho não existe mais, foi destruido e criada uma auto-estrada. Daí a frieza e o distânciamento mútuo. Não a nada passivel de ser reencontrado ou reconstruido. Sentes que perdes-te? Ainda não!


Bem, no fundo o que interessa mesmo é directa ou indirectamente perceberes que deixas-te uma marca, uma ferida, que já sarou. Dizem que o tempo cura tudo, e sim curou tambem a tua ausência. Não sei mais o que dizer, ou melhor o que TE dizer, não me falas sobre ti, tambem não esperes que te vá falar de mim! Procurei saber sim, é verdade, agora não procuro mais! És como se fosses daquelas pessoas que conhecemos de vista, sabes? Aquelas a quem dizemos “Olá! Tbem?” e apenas recebemos um abanar positivo com a cabeça! Pode estar tudo mal, mas e então? Ninguem sabe, nem vai saber, ou melhor NINGUEM QUER SABER!


Digo que a vida é uma eterna filigrana de encontros e desencontros mas a amizade não! A amizade é um só encontro, e quando se esquece, tem um fim. A palavra mais épica “Acontece”. Não procures respostas, não as vais encontrar, só eu as tenho. Um dia que te lembres que eu também escrevo, saberás que este desabafo te pertence!


E por último:


“Vê se no teu Mundo consto eu?”

P.S.: Era bom saber, onde me perdes-te, ou te perdi!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sempre, para sempre

“Há amor amigo
Amor rebelde
Há amor passageiro
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de Inverno
Amor de Verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada,
Mas nada
Te faz contente,
Me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amores eternos
Sem nunca talvés
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que trás dor,
Amor que afinal
É amor, sem amor
O amor é tudo
Tudo isto,
e nada disto
Para tanta gente
É acabar um amor igual
E começar um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre....”






Lembro-me de tantas e tantas coisas a teu respeito, desde pequena ainda sem andar, de me pegares ao colo e andares a passear comigo. Lembro-me de ficares comigo sempre aconteça o que tiver de acontecer. Lembro-me de quando me davas banho, sabendo que foste a primeira a fazê-lo e me levavas a fazer xixi, das nossas conversas cómicas até. Lembro-me de estar doente e tu vinhas para minha casa tomar conta de mim, dar-me os remédios e ficar comigo até eu ficar bem. Lembro-me de ti, do teu jeito impulsivo, da tua vivacidade. Lembro-me de ti a acordares muito cedo, na tua casa e na minha, para fazeres as coisas das mulheres crescidas (lavar a roupa, passar a ferro, fazer o almoço) e que bom que eram os teus almoços, fazias sempre tantas coisas que eu gostava, até um ovo tu fazias de propósito só para mim. Aquela canja que fazias sempre em tua casa, para toda a família comer. Lembro-me de vires cá a Coimbra e quereres ir a baixa que na altura era o único sitio que tinha lojas giras para tu comprares roupa, sempre compras-te prendas para todos nós. Lembro-me tão bem dos Natais em tua casa, que fazias o bacalhau e as filhoses. E davas o dinheiro a minha mãe antes para ela nos observar e comprar tantos brinquedos, que enchiam a sala. Hoje já sei quem era o Pai Natal lá de casa, eras tu que saias da sala 5minutos antes da meia-noite para deitares qualquer coisa ao chão e depois chamavas por todos nós a dizer que o Pai Natal já tinha deixado os brinquedos na chaminé e que vocês eram muito amigos e tinhas falado com ele. Eram Natais cheios de alegria. Lembro-me daquele natal onde chorei porque também queria ver o Pai Natal e tu disses-te que se eu ficasse na sala ele não vinha, (saudades :’) ), lembro-me também dos meus pais saírem para irem ao carro e a tua garagem buscar os brinquedos e depois tu é que arrumavas tudo para ninguém desconfiar.. Lembro-me de ir ter contigo a cozinha de manhã e tu me fazeres o chocapic, e me dares bolos e chocolates sem a minha mãe ver para não ralhar. Lembro-me de quando nos íamos embora tu chamavas-me sempre ao teu quarto, ou quando ninguém estava a ver davas-me 5€ para a mão e dizias para eu ter juízo e me portar bem. Até a 1 ano atrás ainda o fazias.. Ai, se tu soubesses o que eu fazia com esse dinheiro, guardava-o e no Natal ia sempre te comprar uma boa prenda, para ti e para a minha mãe que eram as pessoas mais importantes da minha vida. Até na escola eu desenhava a mãe e a avó, como sabes sempre gostei mais de ti, do que do meu pai. Depois quando cresci e percebes-te que os brinquedos e as roupas já não faziam o meu género começas-te a dar-me dinheiro pois sabias que eu era crescida e ia saber como guarda-lo. Dizias que era para eu comprar alguma coisa para mim que eu quisesse e sim ainda comprei algumas coisas mas a grande maioria guardei com muito amor, e hoje grande parte da minha conta ainda pertence a esse dinheiro, para um dia poder afirmar que me ajudas-te a comprar a minha casa. Ias-te orgulhar tanto. Lembro-me quando comecei a deixar de ser tão criança e comecei a preocupar-me com os meus estudos e tu acendias velinhas e mandavas rezar missas (mesmo sabendo que não era crente) para eu ter sorte e passar os anos. Lembro de me tentares ensinar a fazer a cama, e também da primeira vez que cozinhei e fiz questão que tu provasses e tu até gostas-te, pois tinha batatas fritas. Lembro-me de teres aquele problema de saúde e lembro-me de te ir ver ao hospital e tive tanto medo de te perder. Lembro-me das nossas conversas e quando me falavas das tuas aventuras passadas em África, lembro-me de seres sempre a melhor a matemática e saberes todas as contas e resultados que eu sempre hei-de precisar de uma calculadora. Lembro-me de quando partis-te a cabeça e vies-te aqui para Coimbra novamente tive tanto medo de te perder, lembro-me de ir com a minha mãe para o hospital e quando lá chegamos, e eu te pude ver lembro-me de dizeres que estavas bem, mas a verdade é que a partir dai não voltas-te a estar bem. Lembro-me de ter que ir contigo a uma consulta e tu foste comigo no meu carro e comigo a conduzir e até gostas-te, ficas-te orgulhosa de mim e de eu conduzir bem, como tu disses-te. Depois foram os teus problemas constantes de saúde, a desorientação, o facto de não teres consciência de onde estavas poucas vezes isso aconteceu mas trocavas os nomes e dormias imenso. Lembro-me de passares muito tempo cá em casa agora não para tratares de nós, mas sim para nós tratar-mos de ti. Lembro-me deste último Natal onde não houve a alegria de Natais passados, pois tu estavas diferente, parecias desligada da situação. Lembro-me de vires cá para casa, e teres ficado e voltares a ir e voltares a ficar. Lembro-me de todos os esforços e lembro-me de me tratares mal porque não querias tomar os comprimidos e eu insistia. Lembro-me de não teres fome e só teres dores, e de comeres batatas fritas e hoje quando como lembro-me sempre de ti a tentar rouba-las. Comecei a cair numa realidade estranha, agora era eu que tinha que tomar conta de ti, levar-te a fazer xixi e dar-te o comer na boca. Lembro-me uma vez quando te fui ver ao Hospital e te mostrei a minha tatuagem e tu disses-te “mas tu não gostas de flores”, e eu disse “pois não mas fi-la por quem mais gosto, e quem mais gosto, gosta de flores” tu sorris-te e depois adormeces-te. Em pouco tempo voltas-te para casa e voltas-te para o hospital e foi ai que tiveram que te operar, lembro-me como se fosse hoje de chorar por isso mas no fundo tu ias ficar bem e eu tinha certeza disso, e sim correu bem mas o teu estado geral já era complicado. Numa das últimas vezes que estive contigo lembro-me de te perguntar “então já estás bem?” e tu disses-te “estou quase” e depois perguntei quando vinhas para casa e tu respondes-te “em breve, está quase”. Lembro-me de ficar a teu lado! Lembro-me destas palavras como se fossem ditas hoje e com a tua voz rouca. Quase? O que posso entender deste quase?? Talves estavas a tentar dizer-me alguma coisa! Sempre acreditei que ainda vinhas para casa e esperava tanto que isso acontecesse. Sei que gostavas muito de mim, e tinhas muito orgulho de eu estar sempre ao teu lado quando mais precisavas. E agora restam as lembranças, olho para o quarto onde ficavas cá em casa e custa-me tanto lá entrar, tenho a esperança que te vou lá encontrar a dormir para te acordar com os meus bons dias, custa-me muito olhar para as tuas coisinhas, e tento não mexer. Ficou muito por dizer, acredita!


“É acabar um amor igual


E começar um amor diferente


Sempre, para sempre


Para sempre....”


Não é nunca um adeus, é um até sempre!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desilusão..

Dizem ser um sentimento, um estado de alma! Será? Para mim, já se tornou num vicio, estou viciada nesta espécie rasca de droga. Mas só quem passa por ele sabe descreve-lo e sabe o que é na verdade senti-lo. E Sim, eu sinto-o e tanto, tanto mas tanto que chega a doer. Nem sempre foi assim, antes desconhecia o seu verdadeiro significado, também pensava conhecer algumas palavras mas foi em vão.
Posso dizer alto e em bom tom "Os meus verdadeiros amigos, contam-se sem margem de dúvida, apenas pelos dedos de uma única mão". Pois conhecidos e colegas não me faltam.
Um amigo é aquele que liga de vez em quando, ás vezes só para perguntar se está tudo bem, ou para dizer que tem saudades. Que manda mensagens fora de horas e que responde fora do tempo, mas responde. É aquele que se preocupa e quer saber tanto de si como dos outros. Como é raro encontrar bons amigos!!
Lembrem-se "A única forma de ter um amigo é ser amigo"
Os amigos não se ganham, conquistam-se! Mas quando se perdem, acabou. E tenho pena de tantas velhas amizades, que se foram desgastando por entre sorrisos falsos e palavras gastas e momentos tristes.
Quando precisei, eles não estiveram!
Quando questionei, desprezaram!
Quando faltei, não me perguntaram.
Quando tentei estavam ocupados.
Mas tentei, e ainda voltei a tentar!
E sim estavam realmente muito ocupados!
Cada um com a sua vidinha, os seus amigos, o tempo todo contado. Ou melhor a falta de tempo, para partilhar. Antes dizia "tento e vou tentar quantas vezes forem precisas..", mas agora, já somos todos crescidos, penso eu!! Tentar outra vez?
Tento que este seja o último desabafo sobre o mesmo assunto, já cansa! Já está "amachucado", já não é preciso mais. Tentei e estou muito feliz por isso, fui buscar um por um, dos que realmente ainda mereciam o meu respeito e tempo, porém já nem esses valeu a pena. Após, um quase indeterminado esforço, minhas tentativas falhadas, até desculpas enviesadas, e mentiras, tudo conta, caros amigos, desculpar passa ao lado,  perdoar eu dúvido. Mas como sei que não se irão dar a esse trabalho sequer! Quando se perde o respeito por alguém, perde-se muito. E eu perdi sem dúvida o respeito e carinho que tenho por muitos voces. Lamento muito! É esse muito que tento transmitir.
É só uma fase, pois dizem que o tempo é a solução dos grandes problemas.

P.S. "Sinceramente sinto tanto, mas tanto a vossa falta, e para não me desiludir ainda mais, ficamos por aqui a pensar nos bons momentos, nos sorrisos verdadeiros, nas palavras e nos gestos de antigamente"
Game Over.


domingo, 27 de março de 2011

Posso me guiar nos teus passos?
Deixa de lado os meus fracassos
E faz de mim inspiração.
Não me tentes abusar,
Usa a tua própria imaginação


Não comentes, não me digas,
O quão bem e mal que consigas
Para ti decerto ficarão.


Põe-me á parte, nesse teu jogo
Onde não á regras, ou punição
És apenas mais uma carta,
Neste dado de mão em mão.


Quero a minha realidade,
Escondida na tua insensatez
Prefiro ver toda a verdade,
E sofrer tudo uma só vez.


Adiado ao sabor das circunstâncias
Perdido nas eternas andanças
O quanto anseias por me dizer


No meio de um turbilhão 
Deixas-me fora de mim
Minhas atitudes são em vão
E quanto gostava que não fosse assim.


P.S: "Eis o meu primeiro poema.
Total autoria: Francisca Coxixo

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Por detrás da Alegria e do Riso,
pode haver uma natureza vulgar,
dura e insensível. Mas,
por detrás do Sofrimento,
há sempre Sofrimento.
Ao contrário do Prazer ,
a Dor não tem máscara."



Óscar Wilde


Podia fazer uma dissertação tão grande e profunda quanto merecia o comentário, porém hoje não há palavras nem tão pouco vontade para dizer seja aquilo que for. Vejo-me perdida num êxtase de felicidade que se deixa "estragar" em pouco tempo. É um prazer momentâneo, tal qual o prazer de um cigarro! A ânsia de o acender, o prazer do primeiro bafo, e o restante prazer enquanto se vê um rápido queimar. Porém, quando se acaba e se coloca o filtro perto dos restantes no cinzeiro, tudo permanece imóvel e igual! E acabou todo e qualquer prazer!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Desabafo : $

Ás vezes, o que sinto é uma ironia da irrealidade diária a que estou presa,
O que não sinto é o que passou e não deixou marca, ou já passou e esqueci.
Nem sei o lado correcto das coisas certas,
nem o lado errado das coisas falsas e mentirosas, é verdade sim! 
Eu, própria engano-me e finjo não ver, o que, por mais absurdo que seja
esta diante de mim.
É como um furacão de sensações, é um carrocel que não tem fim.
Perco-me. Prendo-me. Liberto-me.
Quanto gostava que fosse assim!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"A culpa ficou solteira"

Tristeza emocional, é um sentimento promiscuo, que chega sem pedir e vai embora sem se desculpar. Entro em todos os meus sonhos e perco-me em pensamentos confusos e obscenos. É o dia-a-dia que me torna assim, é a falta de muito e o vazio de tanto e a saudade demais. E se a vida fosse construída de e, e, e,e e se fossemos todos iguais? Talves não tivesse sentido!
Tristeza é o sentimento que me procura hoje, mas porque me procura? E também porque tem sempre de me encontrar! Saudade, tanta saudade, de momentos, de sorrisos, de mensagens.
E se eu tentasse mudar alguma coisa? Talvez a persistência e a negação me digam que não vale a pena!


"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." (Clarice Lispector)


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vamos ao espaço?


Here we go, come with me,

There's a world out there that we should see,

Take my hand, close your eyes

With you right here, I'm a rocketeer


Sonhei-te como ainda ninguém te sonhou,
Desenhei tua forma na minha mente,
Gravei teu olhar no meu peito
Marquei tuas mãos na minha cintura
Guardo o teu cheiro na roupa
E levo-te comigo!
Onde quer que eu vá,
Até nos abismos mais altos,
Por terras nunca antes descobertas
E gentes não conhecidas
Meus sonhos idealizados
Em teus braços tornados realidade!
Fecha os olhos e imagina
O que podemos conhecer
Ver, criar, idealizar
A arte de sonhar é tua
E minha!

Poder ter certeza que vou-te levar comigo
(...)


μια ημέρα τη φορά



















terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Uma parte de mim.

"Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(…)"
F.P.



"O sol, a lua e as estrelas


É tudo muito lindo


O som no ar, faz você dançar, bonita melodia


No tom eu canto livremente relaxando a minha mente


À sós no mar podemos viajar






No mar um banho pra comemorar


No mar um banho pra purificar






Um sentimento bom palavra de irmão


Carrego dentro do meu coração


Toda magia e a sintonia e um incenso pra purificar


No tom eu canto livremente relaxando a minha mente


A sós no mar podemos viajar.."


Filosofia Reggae










segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A vida é uma Filigrana de Encontros

"A vida é uma Filigrana de Encontros"

E eu encontrei-te!



Não importa que se partam todas as teclas, ou que se gastem todos os acordes, o mais importante permanece intacto. A música que me fizes-te eternizou-se no tempo! Fui eu e foste tu, a palavra mais importante.
Não importa que se percam amizades que estão nas teclas, nem cantigas desses velhos acordes, quem permanece não foi quem construiu esse piano mas sim quem lhe deu valor e o ilustrou de beleza! Os verdadeiros estão na madeira e quando esses forem embora, só ai esse piano terá fim!
Por enquanto a vida continuará a ser uma filigrana de encontros, cujo valor esta na intenção de quem o quer dar.


O melhor da vida, foi mesmo ter-te encontrado <3
JC

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vem ficar comigo!

Promete-me que ficas comigo hoje, só hoje e ainda mais amanhã! Vá-la! Vem comigo, vem!
Não propriamente que tenha medo de ter a casa só para mim, ou até de "jantar" sozinha e muito menos de dormir sozinha, mas sabes tenho uma casa tão grande e eu sou tão pequenina dentro dela, e sabes mais, tenho frio de noite! Oh, vem comigo!
Não quero ficar sozinha, não hoje!
Estou cansada e amanha levanto-me cedo, mas vem comigo a mesma, partilhamos um pouco de uma possível vida futura a dois!
Já me conheces tão bem, sabes os meus hábitos, sabes tudo de mim!
Vem comigo e deixa-me dormir sobre o teu peito só mais hoje!


Como é bom dormir juntinhos, não? *.*
Amo-te uma vez mais! <3

domingo, 2 de janeiro de 2011

Tempo, e mais tempo .

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...

Que já têm a forma do nosso corpo ...

E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos

mesmos lugares ...


É o tempo da travessia ...

E se não ousarmos fazê-la ...

Teremos ficado ... para sempre ...

À margem de nós mesmos...


Fernando Pessoa


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

(Des) encontros

Num dia te encontro e no outro re(encontro). Passas por mim e sorris, ás vezes comprimentas com laminas afiadas, e palavras gastas, outras finges não ver só para não perder metade do teu dia num diálogo de cinco minutos. É sempre muito positivo saber que chego e simplesmente vais embora. Esta recriação é tua e não minha!


Mas enfim, talvez as amizades sejam mesmo assim, principio, meio e fim!

Ou afinal, (deixa-me pensar) talvez a tua amizade seja assim!

Olhar para traz e ver o passado diante de nós, tantos assuntos e discursos e diálogos e aventuras e tudo isto apenas vai ser recordado, e não mais vivido. Torna-se triste ver tal diante dos nossos olhos! Mas cada um têm a vida que quer, e terá o futuro para o qual se preparou. E um dia deitar-te-ás na cama que fizes-te e vais sentir falta de tanta coisa. Carinho, compreensão, desafabos, um pouco de vida alheia (nunca fez mal a ninguém) e vais sentir que és fraca! Porque uma pessoa forte revolta-se e aprende a conquistar-se lutando por aquilo que mais quer. Mas quem não quer nada, vai ter o futuro próprio do senso-comum, vida a dois, trabalho, liberdade financeira, e quem sabe uma criança que não de demasiado trabalho.


Blá. Blá. Blá! Crescer. Mudar. E ser Feliz! É mesmo essa a intenção de qualquer adolescente, mas nem tudo é linear. A Felicidade não vêm quando queremos nem aparece quando pedimos, muito pelo contrário, chega de mansinho e quando menos se espera. Mas a nossa Felicidade deveria ser também a felicidade dos outros. O que realmente não acontece.


Mas seja de que forma, cor ou tamanho se revele estou muito longe de alcançar tal propósito.


Que mais? Ora então é quase só!


Um dia entenderás que não há “porquês” e que ninguém está para tentar julgar outrem apenas pessoas normais constatam diversos factos e associam-nos ao que realmente sentem! Não entendes e também não entenderás enquanto o teu mundo for azul e rosa.


A vida é feita de encontros e (des)encontros, não voltes a encontrar-me se não o quiseres realmente, (des)encontra-te e quando te encontrares (a ti) talves vás a tempo de me procurares.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Já amas-te realmente uma pessoa?


Amar é deixar “rolar”, é esquecer e lembrar. É tornar a noite em dia e aquecer o inverno com um abraço. É andar a alta velocidade, e navegar num lago pequeno. É ver a lua nos olhos de alguém, sem explicação ou outra coisa qualquer. É sonhar como gente pequena e ver tudo perfeito. É ser adulto e sentir tal e qual uma criança. É ver o arco-íris a cada passo. É queimar o gelo com o toque de duas mãos. É passear e sorrir ao mundo lembrando tua presença. É olhar mil e um rostos e só ver o teu. Amar é cair de uma montanha e ter quem nos agarre e acarinhe. É tropeçar e ter alguém que nos ajude a levantar. É falhar e ter quem não nos censure. É ganhar e ter com quem partilhar essa vitória. É ter quem conheça os nossos defeitos e saiba lidar com eles. E dormir lado a lado e sentir toda a segurança do Mundo. E ouvir o teu batimento cardíaco e sentir a tua respiração.Amar é ter companhia, e ausência de solidão, ou estar presente até na tua ausência. É ter com quem jantar e beber café de manha. É ter quem nos empurre para subir, é ter quem nos acorde para trabalhar. É alguém com quem dividimos os nossos planos e também ter alguém com quem os fazer, com toda a disponibilidade possível. É passear de mãos dadas. Amar alguém é saber partilhar, é encontrar essa pessoa em todos os nossos sonhos, e projectar um futuro a dois, é saber viver sonhando.


É partilhar uma vela, vinho & chocolate, é uma lareira acesa, uma manta, um sofá, o frio lá fora, o sopro do vento, o barulho das árvores e o resto do mundo... cá dentro, duas pessoas, dois corpos unidos, suspiros, paixão, risos, beijos, abraços, o quente entre duas pessoas, os vidros embaciados, suor, tesão...


É o aconchego, o acordar lado a lado, o sorriso de luxuria e desejo, é a felicidade de estar a dois, sem uma única explicação. E deixar-nos levar por pequenos momentos e aos poucos torna-los em grandes momentos. É olhar para traz e sorrir por pensar que tudo valeu a pena. É lembrar o inicio e saber que não estávamos sós, é desperdiçar outrem, e mandar tudo fora para começar do zero, um zero vazio e solto no espaço e no tempo. É deixar-se levar por conversas reais e possíveis de qualquer individuo. Embora só as tivéssemos nos os dois, é o inicio de uma partilha de dois passados, diferentes mas cruzados, “a vida da tantas voltas”..


Foi bom (re)encontrar-te e conhecer-te, criar expectativas a teu respeito e deixa-las fluir sem a mínima solidez de relacionamento, fomos conversando bastante e sempre foi isso que nos aproximou. Não tives-te medo de me conhecer e lutas-te para que eu confiasse em ti, de modo a conhecer-me de uma maneira profunda, sem segredos e hoje isso ajuda-te a prever as minhas atitudes. A conversa sempre foi o nosso forte! É quase aquilo que nos sustenta quando estamos longe, Ao fim de bastante tempo a descobrir o passado um do outro, finalmente surgiu um beijo, a tanto desejado por ambos e adiado pelas circunstâncias. É a partir desse dia que marcamos o inicio de (.. na altura uma relação). Algo tão pequeno e fraco que denotou em sentimentos alheios, a desconfiança do sucesso dessa mesma relação, ameaçada por tantas duvidas e incertezas. Duas pessoas tão diferentes e tão amadas não iriam prolongar “aquilo” por muito tempo.


Os primeiros meses são os mais difíceis e nos não somos excepção, Sim, foi difícil e complicado, mal nos viamos e mal estávamos um pouco juntos, se bem que hoje é quase a mesma coisa. Mas é uma das varias formas que fomos descobrindo juntos para superar os pontos fracos dessa mesma relação, conseguindo agora passar ate ferias juntos : ) Perguntam se não nos cansamos um do outro, se não nos fartamos? A resposta é com toda a certeza Não. Jamais. De modo algum. Arrependimento? Nunca! Arrepender me-ia sim, se naquela altura não tivesse encarado a relação e te tivesse mandado embora. Mas ganhas-te a minha confiança e o meu carinho com estranha rapidez, (ainda que penses que passou muito tempo ate isso acontecer).


Se me canso de hoje estar contigo? Também não, porque quem ama tem que respeitar e ceder, nunca ninguém disse que era fácil (e não é). Mas nos sempre tivemos bastante confiança para discutir as coisas com calma e dar o braço a torcer. E quem ama não cansa, é uma luta diária para não desapontar e não falhar em nada, pois tenho certeza que no meu lugar também não o irias fazer. Tens o meu “manual de instruções”, prevês os meus sonhos e quando estamos juntos o tempo pára! Essa é a essência da nossa relação!


Hoje, e passado um ano ao teu lado, como namorada, amiga, amante, confidente e tudo o mais que lhe queiras chamar, estou muito feliz e continuo a ser feliz. Adoro os nossos momentos, adoro as nossas conversas, adoro as nossas apostas, adoro os nossos jogos e todo o resto. Adoro quando dizes que me amas! E eu amo-te hoje, amei-te no passado e se o futuro me permitir vou-te amar o maior tempo possível. Já podemos ambos olhar para traz e saber que se esta historia acabar já temos muitos momentos dos quais nos gabar, orgulhar, rir, chorar... é de facto um grande amor!


1ano contigo <3
“You’re my first love!”



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Amizades & Companhias



"AS VEZES É PRECISO ABANAR A ÁRVORE DAS AMIZADES PARA CAIREM AS POBRES"

*Fica em aberto a compreensão alheia.
Essencial é somente as folhas que ficam.
As que vão embora, o tempo desgasta, e morrem.

Não vale a pena reviver o passado!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

“Neste mundo há cada vez mais gente e cada vez menos pessoas”.

Entramos numa nova realidade, que se caracteriza pela fobia social, (é parecida com a lei da selva). È o mundo do “stress”, agora ninguém tem problemas, nem doenças, temos todos o “stress”. È o stress da manha, da tarde e da noite, da comida, da bebida, dos horários, dos preços, do condizer/não condizer da roupa, da maquilhagem, do tamanho do salto dos sapatos, do comprimento do cabelo, da cor das unhas, do tamanho dos pés, da marca, do modelo, da lida da casa etc.. Agora tudo se resume a essa nova “doença”. E porque?
As pessoas normais, (sim, porque isso agora já não existe), ficavam felizes quando os companheiros compravam roupa nova, sapatos novos, tinham melhores resultados na escola, tinham uma pulseira nova, ou faziam qualquer coisa que fosse motivo de contentamento próprio, logo os amigos próximos ficariam igualmente felizes.. E agora?
O que acontece actualmente é precisamente o contrario, já ninguém fica feliz com o sucesso dos outros, alias se alguém teve sucesso é automaticamente “posto na lista negra”, ou seja “um alvo a abater”. Como é óbvio estou a ser demasiadamente irónica e os exemplos são do mais básico que me ocorre, porem é mesmo esta ideia que tento transmitir. Vivemos no mundo da fobia social, e agora temos que ser cultos, ate podemos estar a transmitir uma ideia oposta mas se for bem explicada é socialmente aceite. O que é isto de ser culto afinal? É saber alguma coisa dos Estados Unidos ou da Alemanha? Pronto agora já sei, (ou pelo menos devia saber) sou culta? É claro que não. Será ir para a noite e conhecer o nome de grande parte das bebidas? Hum.. Ora então também sei algumas, mas o que importa se ao fim de duas horas a experimentar novas misturas, já nem sei onde estive antes. De facto é interessante.
Bem, posso então entrar neste novo mundo.. “…” Mas ate agora alguém me perguntou se eu queria entrar. Voltamos a ideia anterior, este mundo caracteriza-se por ser mais e melhor. Ou seja, deixar de ouvir o que eu considero ícones musicais, e ver os programas que eu considero bons, deixar de me vestir da maneira descontraída que gosto e tratar mais de mim, e etc. Porque agora já somos grandes e cultos. Será que custa respeitar as opiniões alheias? Agora tenho que passar por cima de todas as pessoas para ser melhor? E tenho que me endividar ate as orelhas só para ter as mesmas roupas e as mesmas coisas que a sociedade no geral? E quem sabe deixar de ver televisão para me poder dedicar a arte??
Bem, não desvalorizando nenhuma das restantes, prefiro a minha maneira de viver..
Posso concluir que “há pessoas que, com o tempo vimos que foram um erro e fazem parte do passado”.
24/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Hoje parei e pensei..

 Hoje, poderia ser outro dia qualquer, mas é hoje. E que tem a mais que ontem?
A verdade é que hoje parei para pensar um pouco em tudo o que ainda não tinha tido tempo e paciência para me deparar realmente. Nas minhas conclusões a teu respeito, surgiu a dúvida,

Mas Quem És Tu?


Esse tu, que provavelmente nem conseguirias responder claramente, porque és um/a boneco/a que se manipula com grande facilidade. Não és uma vitima, vais apenas porque queres e porque te chamam. Pareces ser feliz assim! Ambos/as sabemos que não és.
Mas provavelmente isso já nem representa um problema, porque te tornas-te indiferente, hoje sei que se passar por ti, e não te cumprimentar isso já não importa porque tu na minha situação farias o mesmo. Autentico/a boneco/a da sociedade e de uma fantasia idealizada, que tristemente consideras de amizade, e pensar que já fui tão tua amiga e é esse o valor que agora me das. Enfim é assim que se denomina a tua felicidade infeliz, talvez um dia sozinho/a. Mas acredita que no momento certo tomas-te a decisão errada.

(Esta pequena reflexão não tem um nome, nem um sexo, porem muitos se poderiam identificar com ela…)
Amanha já será alvo de comentários apreciativos ou depreciativos por parte de pessoas que se dedicam exclusivamente a comentar e fantasiar com a vida dos outros, pois quem conta um conto, acrescenta um ponto. Caso tu sejas a pessoa certa a ler, vais conseguir perceber tudo e não me iras pedir explicações mas com toda a certeza vais falar e rir, porque a tua amizade é só para as horas livres e eu tenho bastante pena disso. O único sentimento que ainda tenho em relação a ti, é pena, muita pena mesmo por te ter conhecido de uma maneira e agora seres de outra.

“A amizade é semelhante a um bom café, uma vez frio nunca recupera o verdadeiro sabor” Kant
*Mas nem para um café és capaz de te lembrar!
V

domingo, 14 de março de 2010

Descodifica-te

 Tristeza é o que sinto quando ligas, e apenas se ouve a tua voz rouca pronunciando “..menina.” A cada frase utilizas o que sempre nos uniu e que tudo tu auto-destruíste:”.. The way you smile
The way you talk
The way you kiss
The way you love
The way you look
The way you walk
The way you enter to my mind..”
Lembras-te? Tudo o que nos uniu está agora resumido a uma única espécie de musica, ouvi-la e como senti-la.
Aquele jeito rebelde e deslumbrado de sempre, a vergonha de muitas palavras e o excesso de tantas outras, um suposto passado vivido a dois que simplesmente azedou.
Saudade é o que me ensinas quando erras, esquecendo-te que agora somos apenas amigos inúmeras vezes em que dizes “..minha.” e depois corriges, de um modo envergonhado, tuas desculpas absurdas de tantos erros impensáveis, ou talvez não, sendo tudo como mostras-te não és como eu idealizei, nem uma amostra da profundidade que no vazio era esperado.
Teu olhar que tanto se denota na escuridão, de quem não esta totalmente lúcido, é aquele que olha para mim, com um ar de total ironia, na esperança de ver ou ouvir algo de novo, alvo de mais uma das tuas manipulações baratas, um cinismo que revela um sorriso seja em que altura for.
Tua cara que me começa a dar nojo, repúdio de um rosto que antes amei. Já não é minimamente motivo de deliberação teus actos ou palavras.
Se antes era tua intenção o desejo de vencer um prémio que já não te pertence, torna-se então lamentável cada palavra pronunciada por tal boca, essa ambição desmedida, esse terreno pisado e sujo, pois já ninguém joga tão baixo.
Entras-te no mundo da ilusão, da fantasia. A tua novela, em que tu és o herói, e não olhas a meios para atingir seja aquilo que for, tornaste-te num mero alguém sem escrúpulos, sem consciência, um boneco vitima da perversidade da tua luxúria e da tua ambição.

“O Homem a quem o sofrimento não ensinou será sempre uma criança”

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Olhar para tráz..

Olho em volta e estas no meu alcance, suspiro de alivio e olhas para mim, sabes que estou a olhar e ambos sabemos que tudo mudou..
Olhos nos olhos, esquecemos nossas duvidas! Trazemos ambos uma intensa carga emocional, que descarregamos com os olhares. Seguimos rumos diferentes, caminhos que não mais se cruzarão! Olhas para mim esse olhar me toca como uma lamina afiada, sabemos que já e tarde de mais para voltar atrás, mesmo assim olhamos um para o outro. A estupidez cobre-nos de uma tristeza sem igual, já se faz muito tarde, já não teríamos paciência um para o outro, cada olhar transmite um adeus, faz-me entristecer e sei que a ti também.
Olhamos-nos e reparamos que não estamos sós, noto um brilho estranho no teu olhar, sei que desvias uma lágrima, não me queres mostrar fraqueza perante alguém que esta igualmente fraco. Naquele banco, naquele jardim, naquela tarde, descobrimos o significado da palavra “solidão”. Levemente te levantas segues-me com o olhar, eu permaneço sentada, na dúvida do que iras fazer, vens ao meu encontro, nenhum de nós e suficientemente forte para dissertar uma palavra que fosse.
Foi impacto, foi amizade, foi carinho, não sei o que foi, apenas sei que sem palavras, me abraças-te, e durante momentos ficamos assim, inconscientes e vitimas dos nossos próprios actos, é impossível, não deixar escapar os sentimentos, sei que tens os olhos molhados como nunca tinha visto antes. Respiro fundo, sei que sentes, apenas me das um beijo de respeito, e afastas-te seguindo o teu caminho. Eu não olho para traz, mas sei que tu também não. Somos mais fortes que o que deixamos transparecer.

“eu te amo mesmo quando não a palavras” ..

“vem voar comigo! “ – lembras-te?
/*/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Conta-me uma história..

Tudo começa com “era uma vez...” mas nunca acaba com “e viveram felizes para sempre”.. Começou rapidamente, eu admito, tu sabes. Foi um instante entre o nosso primeiro “Olá” e o nosso primeiro beijo. Não nos conhecíamos o suficiente, nem falamos muito. Foi instinto, foi tesão, foi o que nunca saberei. Foi tudo e um pouco de nada. Houve momentos que marcaram, que tu marcas-te e que eu marquei, não vão sair, são eternos. Arrependimento? Talvez, um pouco, também não dizes que não! Foi bom.
Porém, cansei de esperar por ti, quando nem te lembras que eu existo, nem das valor ao que poderias ter... é difícil esquecer o passado, esquecer os momentos em que fomos felizes. Haverá saudade, e provavelmente essa lembrança vai pedir para voltares, para chegares mais perto, agarrares com força quem tanto te deseja, beijares com paixão o sabor que tão bem conheces. Mas e passado, só restam saudades desses tempos. Nada e igual! Ninguém ama como tu. Ninguém agarra como tu. Ninguém beija como tu. Admito o meu erro, escrevendo novamente por ti, talvez um desabafo de uma história inacabada, para mim ainda não é o fim, simplesmente não me quero magoar mais.
Agora e a tua vez de me contares uma história, fala, grita, mas conta-me uma história. Olhar para ti, com outros olhos? Não. Isso não aguento. Saber que não és mais de um amigo! Que não posso tocar do meu jeito, saber que já não te posso beijar, dói demais. Saber que não estas só! Imagino quem estará no meu lugar.
Mas ninguém vai-te amar como eu te amei, isso deixa-me feliz. Não és o mesmo, ou então nunca te conheci verdadeiramente, mas não importa, é passado.
Apenas sei que uma história não me contas. Porque não dá mais? Conta-me, diz-me. Fala-me de tudo o que não funcionou, relata os momentos falhados. A tua história não esta feita, provavelmente não sabes o que dizer, nem como te justificares perante a pessoa que mais atenção, amor, e carinho te deu. No entanto a minha esta acabada. Desta vez apenas escrevo, não te atinjo, não te quero mais, não quero um futuro contigo, não quero ser magoada. Sabes bem que antes te queria com tudo o que tens! A ultima coisa que queria era ouvir a tua versão, afinal temos a mesma história.

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