terça-feira, 22 de março de 2016

Quão preciosa?

Mais uma vez, sem rumo e sem volta ao retorno de outrora. Tudo se move, e a vida continua. São perguntas sem resposta, são gestos sem explicação, são ausências que perduram uma vida. O que seria se um dia olhasses para trás e visses que já não havia nada a fazer? O que sentias? Como reagirias? O que uma pessoa sente ao ver que já não pode voltar a trás?
Quando se percebe que se tomou a decisão errada, que se escolheu mal o lado de uma história, que era o outro lado que deveríamos ter escolhido? E quando dizemos o que não devíamos ter dito, será que há algo que nos faça voltar atrás? Será que podemos apagar aquelas palavras, aquele momento? E quando não estivemos quando alguém precisava de nós, será que precisava mesmo, será que sentiu a nossa falta, ou será que nós é que sentimos que devíamos ter lá estado? Haverá uma maneira de apagar o que foi dito e recriar uma história? Haverá maneira de apagar um momento e começar de novo? Haverá maneira de acabar com a mágoa e o rancor?
O mais certo é não haver maneira nenhuma de mudar nada, o que podemos fazer então? Como acabar com as mágoas do passado? Como finalizar discussões nunca terminadas? Como apagar as palavras que foram ditas? Como esquecer as palavras ouvidas? Como voltar atrás? 

E se um dia formos velhos e olharmos para tantas questões e percebermos que não fizemos nada, que deixamos passar momentos que hoje nos fazem falta, nos fazem sentir incompletos, inúteis, que nos fazem sentir impotentes, porque não agimos. 
Como fazer as pazes? Será que vale a pena fazê-las? 
Quão preciosa será a vida e saber vive-la??

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