sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu mundo ( há ) parte ...

Foi sonho, pensamento ou ilusão
Vida, momentos, companheirismo
Falta de palavras ou traição?

Quiçá! Falar de ti, e não lembrar todos os momentos de irmandade, aqueles em que eramos felizes! Não és mais um problema por resolver, nem um barco a deriva, não te vou buscar. Enrrola-te nas ondas que tu crias-te, eu fico bem. Deixei de olhar para tráz, não lembro sequer o teu perfume ou o teu abraço. Deixa lá. Eu para ti sou uma carta fora do baralho, mas não se joga sem as cartas todas, da mesma maneira que não se abre uma fechadura sem chave. Muita sorte e sucesso não te desejo muito mais! Nem o posso fazer, quem sou eu afinal? Fui muito, para ti talves tenha sido até demais. E tudo o que é demais estraga!


Na vida há muitos caminhos, e no da amizade tens que passar muitas vezes, com amor e carinho, tens que ter força para tirar os troncos e folhas que impedem a passagem, tens que ir conquistando pequenos troncos, e com palavras, gestos e atitudes esses troncos evoluem, criando flores. Assim se faz um belo percurso! No teu caso deixas-te de passar, e essas flores foram caindo aos poucos, deixando um rasto de tristeza, não apareces-te mais e o caminho ganhou espinhos, dando lugar á saudade daqueles momentos felizes.


Hoje, esse caminho não existe mais, foi destruido e criada uma auto-estrada. Daí a frieza e o distânciamento mútuo. Não a nada passivel de ser reencontrado ou reconstruido. Sentes que perdes-te? Ainda não!


Bem, no fundo o que interessa mesmo é directa ou indirectamente perceberes que deixas-te uma marca, uma ferida, que já sarou. Dizem que o tempo cura tudo, e sim curou tambem a tua ausência. Não sei mais o que dizer, ou melhor o que TE dizer, não me falas sobre ti, tambem não esperes que te vá falar de mim! Procurei saber sim, é verdade, agora não procuro mais! És como se fosses daquelas pessoas que conhecemos de vista, sabes? Aquelas a quem dizemos “Olá! Tbem?” e apenas recebemos um abanar positivo com a cabeça! Pode estar tudo mal, mas e então? Ninguem sabe, nem vai saber, ou melhor NINGUEM QUER SABER!


Digo que a vida é uma eterna filigrana de encontros e desencontros mas a amizade não! A amizade é um só encontro, e quando se esquece, tem um fim. A palavra mais épica “Acontece”. Não procures respostas, não as vais encontrar, só eu as tenho. Um dia que te lembres que eu também escrevo, saberás que este desabafo te pertence!


E por último:


“Vê se no teu Mundo consto eu?”

P.S.: Era bom saber, onde me perdes-te, ou te perdi!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sempre, para sempre

“Há amor amigo
Amor rebelde
Há amor passageiro
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de Inverno
Amor de Verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada,
Mas nada
Te faz contente,
Me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amores eternos
Sem nunca talvés
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que trás dor,
Amor que afinal
É amor, sem amor
O amor é tudo
Tudo isto,
e nada disto
Para tanta gente
É acabar um amor igual
E começar um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre....”






Lembro-me de tantas e tantas coisas a teu respeito, desde pequena ainda sem andar, de me pegares ao colo e andares a passear comigo. Lembro-me de ficares comigo sempre aconteça o que tiver de acontecer. Lembro-me de quando me davas banho, sabendo que foste a primeira a fazê-lo e me levavas a fazer xixi, das nossas conversas cómicas até. Lembro-me de estar doente e tu vinhas para minha casa tomar conta de mim, dar-me os remédios e ficar comigo até eu ficar bem. Lembro-me de ti, do teu jeito impulsivo, da tua vivacidade. Lembro-me de ti a acordares muito cedo, na tua casa e na minha, para fazeres as coisas das mulheres crescidas (lavar a roupa, passar a ferro, fazer o almoço) e que bom que eram os teus almoços, fazias sempre tantas coisas que eu gostava, até um ovo tu fazias de propósito só para mim. Aquela canja que fazias sempre em tua casa, para toda a família comer. Lembro-me de vires cá a Coimbra e quereres ir a baixa que na altura era o único sitio que tinha lojas giras para tu comprares roupa, sempre compras-te prendas para todos nós. Lembro-me tão bem dos Natais em tua casa, que fazias o bacalhau e as filhoses. E davas o dinheiro a minha mãe antes para ela nos observar e comprar tantos brinquedos, que enchiam a sala. Hoje já sei quem era o Pai Natal lá de casa, eras tu que saias da sala 5minutos antes da meia-noite para deitares qualquer coisa ao chão e depois chamavas por todos nós a dizer que o Pai Natal já tinha deixado os brinquedos na chaminé e que vocês eram muito amigos e tinhas falado com ele. Eram Natais cheios de alegria. Lembro-me daquele natal onde chorei porque também queria ver o Pai Natal e tu disses-te que se eu ficasse na sala ele não vinha, (saudades :’) ), lembro-me também dos meus pais saírem para irem ao carro e a tua garagem buscar os brinquedos e depois tu é que arrumavas tudo para ninguém desconfiar.. Lembro-me de ir ter contigo a cozinha de manhã e tu me fazeres o chocapic, e me dares bolos e chocolates sem a minha mãe ver para não ralhar. Lembro-me de quando nos íamos embora tu chamavas-me sempre ao teu quarto, ou quando ninguém estava a ver davas-me 5€ para a mão e dizias para eu ter juízo e me portar bem. Até a 1 ano atrás ainda o fazias.. Ai, se tu soubesses o que eu fazia com esse dinheiro, guardava-o e no Natal ia sempre te comprar uma boa prenda, para ti e para a minha mãe que eram as pessoas mais importantes da minha vida. Até na escola eu desenhava a mãe e a avó, como sabes sempre gostei mais de ti, do que do meu pai. Depois quando cresci e percebes-te que os brinquedos e as roupas já não faziam o meu género começas-te a dar-me dinheiro pois sabias que eu era crescida e ia saber como guarda-lo. Dizias que era para eu comprar alguma coisa para mim que eu quisesse e sim ainda comprei algumas coisas mas a grande maioria guardei com muito amor, e hoje grande parte da minha conta ainda pertence a esse dinheiro, para um dia poder afirmar que me ajudas-te a comprar a minha casa. Ias-te orgulhar tanto. Lembro-me quando comecei a deixar de ser tão criança e comecei a preocupar-me com os meus estudos e tu acendias velinhas e mandavas rezar missas (mesmo sabendo que não era crente) para eu ter sorte e passar os anos. Lembro de me tentares ensinar a fazer a cama, e também da primeira vez que cozinhei e fiz questão que tu provasses e tu até gostas-te, pois tinha batatas fritas. Lembro-me de teres aquele problema de saúde e lembro-me de te ir ver ao hospital e tive tanto medo de te perder. Lembro-me das nossas conversas e quando me falavas das tuas aventuras passadas em África, lembro-me de seres sempre a melhor a matemática e saberes todas as contas e resultados que eu sempre hei-de precisar de uma calculadora. Lembro-me de quando partis-te a cabeça e vies-te aqui para Coimbra novamente tive tanto medo de te perder, lembro-me de ir com a minha mãe para o hospital e quando lá chegamos, e eu te pude ver lembro-me de dizeres que estavas bem, mas a verdade é que a partir dai não voltas-te a estar bem. Lembro-me de ter que ir contigo a uma consulta e tu foste comigo no meu carro e comigo a conduzir e até gostas-te, ficas-te orgulhosa de mim e de eu conduzir bem, como tu disses-te. Depois foram os teus problemas constantes de saúde, a desorientação, o facto de não teres consciência de onde estavas poucas vezes isso aconteceu mas trocavas os nomes e dormias imenso. Lembro-me de passares muito tempo cá em casa agora não para tratares de nós, mas sim para nós tratar-mos de ti. Lembro-me deste último Natal onde não houve a alegria de Natais passados, pois tu estavas diferente, parecias desligada da situação. Lembro-me de vires cá para casa, e teres ficado e voltares a ir e voltares a ficar. Lembro-me de todos os esforços e lembro-me de me tratares mal porque não querias tomar os comprimidos e eu insistia. Lembro-me de não teres fome e só teres dores, e de comeres batatas fritas e hoje quando como lembro-me sempre de ti a tentar rouba-las. Comecei a cair numa realidade estranha, agora era eu que tinha que tomar conta de ti, levar-te a fazer xixi e dar-te o comer na boca. Lembro-me uma vez quando te fui ver ao Hospital e te mostrei a minha tatuagem e tu disses-te “mas tu não gostas de flores”, e eu disse “pois não mas fi-la por quem mais gosto, e quem mais gosto, gosta de flores” tu sorris-te e depois adormeces-te. Em pouco tempo voltas-te para casa e voltas-te para o hospital e foi ai que tiveram que te operar, lembro-me como se fosse hoje de chorar por isso mas no fundo tu ias ficar bem e eu tinha certeza disso, e sim correu bem mas o teu estado geral já era complicado. Numa das últimas vezes que estive contigo lembro-me de te perguntar “então já estás bem?” e tu disses-te “estou quase” e depois perguntei quando vinhas para casa e tu respondes-te “em breve, está quase”. Lembro-me de ficar a teu lado! Lembro-me destas palavras como se fossem ditas hoje e com a tua voz rouca. Quase? O que posso entender deste quase?? Talves estavas a tentar dizer-me alguma coisa! Sempre acreditei que ainda vinhas para casa e esperava tanto que isso acontecesse. Sei que gostavas muito de mim, e tinhas muito orgulho de eu estar sempre ao teu lado quando mais precisavas. E agora restam as lembranças, olho para o quarto onde ficavas cá em casa e custa-me tanto lá entrar, tenho a esperança que te vou lá encontrar a dormir para te acordar com os meus bons dias, custa-me muito olhar para as tuas coisinhas, e tento não mexer. Ficou muito por dizer, acredita!


“É acabar um amor igual


E começar um amor diferente


Sempre, para sempre


Para sempre....”


Não é nunca um adeus, é um até sempre!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desilusão..

Dizem ser um sentimento, um estado de alma! Será? Para mim, já se tornou num vicio, estou viciada nesta espécie rasca de droga. Mas só quem passa por ele sabe descreve-lo e sabe o que é na verdade senti-lo. E Sim, eu sinto-o e tanto, tanto mas tanto que chega a doer. Nem sempre foi assim, antes desconhecia o seu verdadeiro significado, também pensava conhecer algumas palavras mas foi em vão.
Posso dizer alto e em bom tom "Os meus verdadeiros amigos, contam-se sem margem de dúvida, apenas pelos dedos de uma única mão". Pois conhecidos e colegas não me faltam.
Um amigo é aquele que liga de vez em quando, ás vezes só para perguntar se está tudo bem, ou para dizer que tem saudades. Que manda mensagens fora de horas e que responde fora do tempo, mas responde. É aquele que se preocupa e quer saber tanto de si como dos outros. Como é raro encontrar bons amigos!!
Lembrem-se "A única forma de ter um amigo é ser amigo"
Os amigos não se ganham, conquistam-se! Mas quando se perdem, acabou. E tenho pena de tantas velhas amizades, que se foram desgastando por entre sorrisos falsos e palavras gastas e momentos tristes.
Quando precisei, eles não estiveram!
Quando questionei, desprezaram!
Quando faltei, não me perguntaram.
Quando tentei estavam ocupados.
Mas tentei, e ainda voltei a tentar!
E sim estavam realmente muito ocupados!
Cada um com a sua vidinha, os seus amigos, o tempo todo contado. Ou melhor a falta de tempo, para partilhar. Antes dizia "tento e vou tentar quantas vezes forem precisas..", mas agora, já somos todos crescidos, penso eu!! Tentar outra vez?
Tento que este seja o último desabafo sobre o mesmo assunto, já cansa! Já está "amachucado", já não é preciso mais. Tentei e estou muito feliz por isso, fui buscar um por um, dos que realmente ainda mereciam o meu respeito e tempo, porém já nem esses valeu a pena. Após, um quase indeterminado esforço, minhas tentativas falhadas, até desculpas enviesadas, e mentiras, tudo conta, caros amigos, desculpar passa ao lado,  perdoar eu dúvido. Mas como sei que não se irão dar a esse trabalho sequer! Quando se perde o respeito por alguém, perde-se muito. E eu perdi sem dúvida o respeito e carinho que tenho por muitos voces. Lamento muito! É esse muito que tento transmitir.
É só uma fase, pois dizem que o tempo é a solução dos grandes problemas.

P.S. "Sinceramente sinto tanto, mas tanto a vossa falta, e para não me desiludir ainda mais, ficamos por aqui a pensar nos bons momentos, nos sorrisos verdadeiros, nas palavras e nos gestos de antigamente"
Game Over.


domingo, 27 de março de 2011

Posso me guiar nos teus passos?
Deixa de lado os meus fracassos
E faz de mim inspiração.
Não me tentes abusar,
Usa a tua própria imaginação


Não comentes, não me digas,
O quão bem e mal que consigas
Para ti decerto ficarão.


Põe-me á parte, nesse teu jogo
Onde não á regras, ou punição
És apenas mais uma carta,
Neste dado de mão em mão.


Quero a minha realidade,
Escondida na tua insensatez
Prefiro ver toda a verdade,
E sofrer tudo uma só vez.


Adiado ao sabor das circunstâncias
Perdido nas eternas andanças
O quanto anseias por me dizer


No meio de um turbilhão 
Deixas-me fora de mim
Minhas atitudes são em vão
E quanto gostava que não fosse assim.


P.S: "Eis o meu primeiro poema.
Total autoria: Francisca Coxixo

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Por detrás da Alegria e do Riso,
pode haver uma natureza vulgar,
dura e insensível. Mas,
por detrás do Sofrimento,
há sempre Sofrimento.
Ao contrário do Prazer ,
a Dor não tem máscara."



Óscar Wilde


Podia fazer uma dissertação tão grande e profunda quanto merecia o comentário, porém hoje não há palavras nem tão pouco vontade para dizer seja aquilo que for. Vejo-me perdida num êxtase de felicidade que se deixa "estragar" em pouco tempo. É um prazer momentâneo, tal qual o prazer de um cigarro! A ânsia de o acender, o prazer do primeiro bafo, e o restante prazer enquanto se vê um rápido queimar. Porém, quando se acaba e se coloca o filtro perto dos restantes no cinzeiro, tudo permanece imóvel e igual! E acabou todo e qualquer prazer!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Desabafo : $

Ás vezes, o que sinto é uma ironia da irrealidade diária a que estou presa,
O que não sinto é o que passou e não deixou marca, ou já passou e esqueci.
Nem sei o lado correcto das coisas certas,
nem o lado errado das coisas falsas e mentirosas, é verdade sim! 
Eu, própria engano-me e finjo não ver, o que, por mais absurdo que seja
esta diante de mim.
É como um furacão de sensações, é um carrocel que não tem fim.
Perco-me. Prendo-me. Liberto-me.
Quanto gostava que fosse assim!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"A culpa ficou solteira"

Tristeza emocional, é um sentimento promiscuo, que chega sem pedir e vai embora sem se desculpar. Entro em todos os meus sonhos e perco-me em pensamentos confusos e obscenos. É o dia-a-dia que me torna assim, é a falta de muito e o vazio de tanto e a saudade demais. E se a vida fosse construída de e, e, e,e e se fossemos todos iguais? Talves não tivesse sentido!
Tristeza é o sentimento que me procura hoje, mas porque me procura? E também porque tem sempre de me encontrar! Saudade, tanta saudade, de momentos, de sorrisos, de mensagens.
E se eu tentasse mudar alguma coisa? Talvez a persistência e a negação me digam que não vale a pena!


"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." (Clarice Lispector)


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vamos ao espaço?


Here we go, come with me,

There's a world out there that we should see,

Take my hand, close your eyes

With you right here, I'm a rocketeer


Sonhei-te como ainda ninguém te sonhou,
Desenhei tua forma na minha mente,
Gravei teu olhar no meu peito
Marquei tuas mãos na minha cintura
Guardo o teu cheiro na roupa
E levo-te comigo!
Onde quer que eu vá,
Até nos abismos mais altos,
Por terras nunca antes descobertas
E gentes não conhecidas
Meus sonhos idealizados
Em teus braços tornados realidade!
Fecha os olhos e imagina
O que podemos conhecer
Ver, criar, idealizar
A arte de sonhar é tua
E minha!

Poder ter certeza que vou-te levar comigo
(...)


μια ημέρα τη φορά



















terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Uma parte de mim.

"Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(…)"
F.P.



"O sol, a lua e as estrelas


É tudo muito lindo


O som no ar, faz você dançar, bonita melodia


No tom eu canto livremente relaxando a minha mente


À sós no mar podemos viajar






No mar um banho pra comemorar


No mar um banho pra purificar






Um sentimento bom palavra de irmão


Carrego dentro do meu coração


Toda magia e a sintonia e um incenso pra purificar


No tom eu canto livremente relaxando a minha mente


A sós no mar podemos viajar.."


Filosofia Reggae










segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A vida é uma Filigrana de Encontros

"A vida é uma Filigrana de Encontros"

E eu encontrei-te!



Não importa que se partam todas as teclas, ou que se gastem todos os acordes, o mais importante permanece intacto. A música que me fizes-te eternizou-se no tempo! Fui eu e foste tu, a palavra mais importante.
Não importa que se percam amizades que estão nas teclas, nem cantigas desses velhos acordes, quem permanece não foi quem construiu esse piano mas sim quem lhe deu valor e o ilustrou de beleza! Os verdadeiros estão na madeira e quando esses forem embora, só ai esse piano terá fim!
Por enquanto a vida continuará a ser uma filigrana de encontros, cujo valor esta na intenção de quem o quer dar.


O melhor da vida, foi mesmo ter-te encontrado <3
JC

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vem ficar comigo!

Promete-me que ficas comigo hoje, só hoje e ainda mais amanhã! Vá-la! Vem comigo, vem!
Não propriamente que tenha medo de ter a casa só para mim, ou até de "jantar" sozinha e muito menos de dormir sozinha, mas sabes tenho uma casa tão grande e eu sou tão pequenina dentro dela, e sabes mais, tenho frio de noite! Oh, vem comigo!
Não quero ficar sozinha, não hoje!
Estou cansada e amanha levanto-me cedo, mas vem comigo a mesma, partilhamos um pouco de uma possível vida futura a dois!
Já me conheces tão bem, sabes os meus hábitos, sabes tudo de mim!
Vem comigo e deixa-me dormir sobre o teu peito só mais hoje!


Como é bom dormir juntinhos, não? *.*
Amo-te uma vez mais! <3

domingo, 2 de janeiro de 2011

Tempo, e mais tempo .

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...

Que já têm a forma do nosso corpo ...

E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos

mesmos lugares ...


É o tempo da travessia ...

E se não ousarmos fazê-la ...

Teremos ficado ... para sempre ...

À margem de nós mesmos...


Fernando Pessoa